FedEx iniciou o processo de encerramento de suas operações de transporte doméstico no Brasil, marcando uma mudança relevante no mercado nacional de entregas expressas. A decisão foi comunicada a clientes e parceiros e faz parte de um reposicionamento estratégico da multinacional diante das chamadas “dinâmicas de mercado”.
A partir de agora, a empresa deixará de operar entregas nacionais e passará a focar exclusivamente em serviços internacionais e soluções de supply chain, mantendo sua presença no país, mas com um escopo mais restrito.

Transição até fevereiro de 2026
O encerramento das operações domésticas ocorrerá de forma gradual, com período de transição até 6 de fevereiro de 2026. Até essa data, a FedEx seguirá realizando coletas e entregas já contratadas, ao mesmo tempo em que promove a desmobilização de estruturas operacionais e o desligamento de colaboradores ligados ao serviço expresso nacional.
Segundo a empresa, a mudança no Brasil acompanha uma tendência já adotada em outros mercados, nos quais a FedEx tem ajustado sua atuação conforme resultados operacionais e viabilidade econômica do modelo local.

Foco em transporte internacional e supply chain
Com a reestruturação, a FedEx concentrará suas atividades no Brasil em:
  • transporte internacional aéreo e rodoviário;
  • soluções de supply chain;
  • serviços de armazenagem, gestão de estoques e logística integrada;
  • suporte logístico a grandes clientes corporativos com operações complexas.
Em nota oficial, a companhia afirmou que essas áreas seguem sendo essenciais para conectar empresas brasileiras aos mercados globais, reforçando o compromisso com contratos vigentes e com a qualidade dos serviços prestados.

Uma história de mais de 30 anos no Brasil
A presença da FedEx no Brasil começou em 1989, com a aquisição da Flying Tigers, focada em transporte internacional. A entrada no mercado doméstico ocorreu em 2012, com a compra da Rapidão Cometa, uma das maiores operadoras logísticas do país à época.
A aquisição deu à FedEx ampla capilaridade nacional, com:
  • cerca de 17 mil clientes;
  • frota de 770 veículos;
  • 145 centros de distribuição;
  • quase 9 mil funcionários;
  • atendimento a mais de 5 mil localidades brasileiras.
Agora, mais de uma década depois, a empresa volta às suas origens estratégicas, priorizando a conexão do Brasil com o exterior.

Impacto no mercado de entregas
A saída da FedEx do transporte doméstico deve reorganizar o setor de entregas expressas, abrindo espaço para concorrentes nacionais e internacionais ampliarem participação. Especialistas avaliam que o alto custo operacional, a concorrência acirrada e as margens reduzidas do mercado brasileiro pesaram na decisão.
Mesmo deixando o segmento nacional, a FedEx reforça que seguirá atuando como elo logístico global, conectando o Brasil às cadeias internacionais de comércio.

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